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<title>Vistas na paisagem</title>
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<modified>2005-09-25T18:13:01Z</modified>
<tagline>Pelo direito à paisagem e ao ordenamento do território. Para todos os que não se recusam a ver aqui e agora, um blogue que mistura, entre outras coisas, ecologia, estética, e politica (alta e baixa). </tagline>
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<copyright>Copyright (c) 2005, jgomes</copyright>
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<title>Blogue! Blogue! Este sitio está suspenso!</title>
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<issued>2005-08-12T16:15:48Z</issued>
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<summary type="text/plain">O Blogue Vistas na paisagem foi editado entre Agosto de 2003 e Maio de 2005 e contém textos/opiniões acerca do direito à paisagem que assiste a cada um de nós. Num país litoralizado onde o planeamento nunca foi muito apreciado,...</summary>
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<name>jgomes</name>

<email>gomesjo@hotmail.com</email>
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<dc:subject>0-Editorial</dc:subject>
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<![CDATA[<p><strong>O Blogue Vistas na paisagem foi  editado entre Agosto de 2003 e Maio de 2005 e contém textos/opiniões acerca do direito à paisagem que assiste a cada um de nós. Num país litoralizado  onde o planeamento nunca foi muito apreciado, o modelo de crescimento económico está baseado nas fileiras da construção,  onde a suburbanização manhosa se faz regra; onde que tem chão urbaniza ou eucaliptiza, a destruição das nossas paisagens (naturais e humanizadas) é sem duvida um dos nossos mais estúpidos desperdícios.  É certo que há bons exemplos em contrário, mas as tentações e a falta de pudor aconselham neste assunto, como noutros, vigilância redobrada.</p>

<p>Por razões diversas o autor termina aqui a sua edição, mas o assunto continua a motivar a criação de novos blogues, os quais desenvolvem hoje o tema com empenho e energia. Desses gostaria de linkar a titulo de sugestão os seguintes:</p>

<p><a href="http://dias-com-arvores.blogspot.com/">- Dias com árvores</a> <br />
<a href="http://ondas2.blogs.sapo.pt/"> - Ondas</a> <br />
<a href="http://www.a-sul.blogspot.com/"> - A Sul</a><br />
<a href="http://campo-aberto.blogspot.com/">- Campo Aberto</a></strong></p>

<p><br />
Este blogue continua online por razões de afecto e porque faz parte de um período importante da blogoesfera. Muito do que se escreveu continua a fazer sentido e pode sempre ser repescado nos motores de pesquisa.<br />
**********************************************************************<br />
 <br />
Blogue! Blogue! Este sitio está suspenso!</p>

<p>Há cerca de dois anos escrevíamos pela primeira vez "Blogue, Blogue.  Hoje, depois de quase 3 meses sem actualização e de promessas de "voltar" ao assunto, escrevi acima a ultima entrada, tendo em mente, sobretudo, alguns leitores que se fartaram de passar por aqui em vão, na expectativa de uma actualização. Tudo tem de facto um fim, este blogue não foge á regra, e por uma série de razões este é o momento em que sou forçado concluir que não possuo as condições para manter este blogue com a energia que o tema exige.</p>

<p>Para finalizar  quero manifestar apenas os seguintes pontos:<br />
 - A grande satisfação que me deu criar e alimentar este blogue. O seu fundamento - O direito à paisagem que assiste a cada um de nós - foi e será sempre um assunto que me preocupará como cidadão. Em 2003 a blogoesfera permitiu-me expressar muitas das opiniões que partilhava com amigos nos anos 90.</p>

<p> - Além da expressão de opiniões, este blogue levou-me a "crescer" neste e noutros assuntos próximos, a reflectir mais e a desfazer algumas ideias feitas. Acabo o blogue com muitas mais preocupações ecologistas e com a firme certeza de que só uma sociedade civil organizada e ONG´s mais fortes podem lutar pela preservação do que ainda existe.</p>

<p> - O meu muito obrigado por fim a todos os blogues sítios e respectivos autores que directa e indirectamente referiram este sitio;</p>

<p> - O meu muito obrigado também a Domingo Neto que contribuiu com algumas entradas.</p>

<p>Um abraço<br />
João Gomes</p>]]>

</content>
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<title></title>
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<modified>2005-09-25T17:31:20Z</modified>
<issued>2005-05-17T17:48:58Z</issued>
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<summary type="text/plain"> Este é o rio Chança, um dos raros rios selvagens de Portugal, e provavelmente uma das mais desertas e inóspitas paisagens do país. Separa Portugal de Espanha entre Serpa (Vila Verde de Ficalho), e Mértola (Pomarão), onde termina numa...</summary>
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<name>Domingos Neto</name>

<email>dneto@mail.telepac.pt</email>
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<dc:subject>2-Vistas a não perder</dc:subject>
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<![CDATA[<p><img alt="Rio Chança.JPG" src="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/Rio%20Chan%E7a.JPG" width="320" height="240" /></p>

<p>Este é o rio Chança, um dos raros rios selvagens de Portugal, e provavelmente uma das mais desertas e inóspitas paisagens do país. Separa Portugal de Espanha entre Serpa (Vila Verde de Ficalho), e Mértola (Pomarão), onde termina numa barragem.<br />
Proporciona imagens de uma beleza rara. Podemos caminhar um dia inteiro que não se vê uma casa nem uma pessoa. A água do rio proporciona um ambiente de frescura que contrasta com o calor do vale.<br />
Inconvenientes: água parcialmente eutrofizada, por descarga de efluentes não tratados.<br />
	Areeiros tiram areia das margens do rio em todos os lados onde isso é possível, enchendo de poeira a região e estragando recantos magníficos.</p>

<p>Mas o problema maior, para mim, é que não se vêem animais. Este é o habitat por excelência do lince, perto de Serra Morena, e quanto a bichos nem vê-los. Tirando uma ou outra perdiz, trata-se apenas de uma beleza vegetal. e a natureza faz-se também com animais.</p>]]>

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<title>Três apontamentos. Todos relacionados.</title>
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<modified>2005-09-25T18:08:25Z</modified>
<issued>2005-05-12T22:22:43Z</issued>
<id>tag:vistasnapaisagem.weblog.com.pt,2005://118.106617</id>
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<summary type="text/plain">Ontem, no dia em que a comunicação social descobria os inicios de um processo de tráfico de influências, Cavaco Silva escrevia mais um artigo de opinião no Público acera da competitividade de Portugal. Pelo meio, este parágrafo isolado, acerca do...</summary>
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<name>jgomes</name>

<email>gomesjo@hotmail.com</email>
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<dc:subject>1-Vistas gerais</dc:subject>
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<![CDATA[<p><strong>Ontem,</strong> no dia em que a comunicação social descobria os inicios de um processo de tráfico de influências, Cavaco Silva escrevia mais um artigo de opinião no Público acera da competitividade de Portugal. Pelo meio, este parágrafo isolado, acerca do descalabro do nosso  ordenamento do território. Uma verdade incontornável, mas que quem é presidenciavel deveria há muito já ter detectado, porque hoje, para muito do nosso litoral, e não só no Algarve, é já tarde de mais (<a href="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/leiria/index.html">ler aqui entradas dedicadas ao assunto Ordenamento&Turismo na região centro</a>):</p>

<p><strong>O discurso político (e se necessário a aprovação de medidas legislativas apropriadas) deve dirigir-se também aos autarcas, em especial do Algarve,explicando-lhes que a febre da construção de blocos de apartamentos e odesordenamento do território estão a destruir a capacidade competitiva, num sector tão importante para o desenvolvimento do país como é o turismo. Istomesmo foi recentemente destacado no jornal inglês Financial Times, sendo oAlgarve apontado como um destino turístico que "está a ficar feio".</strong></p>

<p><strong>Hoje</strong>, a comunicação social avança que o processo de tráfico de influências poderá estar também relacionado com um empreendimento imobiliário em Gaia. Ou eu me engano muito, ou é <a href="http://dias-com-arvores.blogspot.com/2004/12/dos-jornais-quinta-de-marques-gomes.html">deste</a> que estamos a falar, evidenciado pelo <a href="http://dias-com-arvores.blogspot.com/2005_02_01_dias-com-arvores_archive.html">diascomárvores</a> em Dezembro e <a href="http://dias-com-arvores.blogspot.com/2005_02_01_dias-com-arvores_archive.html">Fevereiro </a>passados?</p>

<p><strong>Amanhã</strong>, dia 13 de Maio, um grupo de cidadãos discute em Almada, o caos urbanistico da <a href="www.a-sul.blogspot.com">margem Sul</a> (aliás muito similar ao caos urbanistico da margem sul do Porto). Aqui fica o programa, enviado como comentário pela Paula Tavares:</p>

<p><strong>Exposição e Debate – Betão Armado em Cidade.</strong><br />
6ª feira, dia 13 de Maio, pelas 21h.30, no Fórum Romeu Correia (Almada), sala Pablo Neruda.</p>

<p>Participação de Fernanda Câncio (jornalista, autora de Cidades sem Nome), Miguel Quinhones (urbanista), Mário Moutinho (professor do Centro de Estudos de Socio-urbanismo, Univ. Lusófona) e Pedro Soares (geógrafo). </p>

<p>Exposição de fotografias de Luís Gurriana e Luís Silva. </p>

<p>Maquetas de Miguel Quinhones </p>

<p>30 Anos de Caos Urbanístico, Exposição da Univ. Lusófona.</p>

<p>“... Nas últimas décadas, quase todas as cidades do país, e em particular as da Área Metropolitana de Lisboa, têm sofrido um crescimento descontrolado, com base em planeamentos urbanos deficientes ou inexistentes, orientados por pressões especulativas no campo do imobiliário (...).”</p>

<p>“Almada não é excepção. (...) Os espaços de construção em altura aumentaram, enquanto os espaços verdes de proximidade têm vindo a escassear. Como a este crescimento descontrolado está associado o transporte privado, os passeios em redor dos edifícios passaram a estar ocupados por veículos estacionados, as vias pedonais são um conceito desconhecido, poucos ousam circular numa bicicleta (uma aventura suicida), andar a pé obriga a contornar obstáculos e a fazer parte dos percursos na estrada. <br />
Cidades sem sentido são o nosso cenário diário. Betão e mais betão, onde é quase heresia haver espaços para serem fruídos por todos nós. (...)”</p>

<p>“É urgente o debate e a participação de todos, de forma a propor mudanças no espaço urbano. A cidade não pode ser apenas obra de técnicos fechados em gabinetes, a cidade constrói-se com todos, a cidade só é a nossa cidade se a ela nos vincularmos com os nossos afectos, se sentirmos o espaço como nosso.” </p>

<p>É sobre estas questões que falaremos na sessão que terá lugar no dia 13 de Maio, pelas 21h.30, no Fórum Romeu Correia, sala Pablo Neruda.</p>

<p>In: 1º folheto Informativo sobre a iniciativa.</p>

<p>Grupo Vida Urbana e Ambiente </p>]]>

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<title>Herdade da vargem: Suspeita de tráfico de influências</title>
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<modified>2005-09-25T18:08:18Z</modified>
<issued>2005-05-11T22:25:10Z</issued>
<id>tag:vistasnapaisagem.weblog.com.pt,2005://118.106395</id>
<created>2005-05-11T22:25:10Z</created>
<summary type="text/plain">Não é todos os dias que os media dão a &quot;primeira página&quot; a um assunto de natureza ambiental, mas depois de um crime de facto já consumado (em dois dias foram celeremente abatidos perto de 1000 sobreiros!), é importante que...</summary>
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<name>jgomes</name>

<email>gomesjo@hotmail.com</email>
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<dc:subject>7-Vistas pela imprensa</dc:subject>
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<![CDATA[<p>Não é todos os dias que os media dão a <a href="http://dn.sapo.pt/2005/05/11/nacional/ministerio_publico_investiga_financi.html">"primeira página"</a> a um assunto de natureza ambiental, mas depois de um crime de facto já consumado (em dois dias foram celeremente abatidos perto de 1000 sobreiros!), é importante que o poder judicial investigue os potenciais crimes de ordem legal que lhe estão por detrás. A visibilidade agora dada à actuação da justiça, despoletada por uma denuncia feita pela Quercus - e que resultou de uma mera leitura dos despachos de um dado dia igual a tantos outros mas a quatro dias da cessão de funções do governo - é um sinal de esperança. Por duas razões: Significa que o poder judicial é hoje mais efectivo do que até aqui e, sobretudo, que a vigilância dos cidadãos é essencial para que crimes similares se<br />
previnam.</p>

<p>Resta-nos apenas expressar os votos de que a Justiça funcione de facto e que as suspeitas de tráfico de influencias sejam investigadas até ás últimas consequências. E que, a apurarem-se factos provados, os culpados sejam exemplarmente castigados! Será um bom principio, para que não tenhamos mais ministros a considerarem hoje dia 11 de Maio como um acto perfeitamente banal o de permitir o abate de 2600 sobreiros quatro dias antes de eleições legislativas. Pode ser legal, mas é indigno com toda a certeza.</p>

<p>Junto deixo-vos um resumo desta saga, <a href="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/benavente/index.html">já aqui abordada em 16 de Março,</a> publicada hoje no jornal <a href="http://www.publico.pt">Público</a>.</p>

<p>  <strong>Corte de sobreiros em Benavente tem longa história</p>

<p>O projecto Portucale, em Benavente, tem uma longa história, que se arrasta há mais de uma década. Envolve a  construção de um empreendimento turístico em terrenos que eram públicos mas passaram, em 1993, para o domínio privado - para o Grupo Espírito Santo - em condições que a Inspecção-Geral de Finanças considerou desfavoráveis<br />
para o património da Companhia das Lezírias, que os detinha.</p>

<p>Para implantar o empreendimento, que incluía moradias, hotéis, campo de golfe, centro hípico, barragem e campo de  tiro, era preciso cortar uma quantidade significativa de sobreiros, árvore protegida por lei (decreto-lei  169/2000) e que só pode ser abatida em circunstâncias excepcionais. O empreendimento foi iniciado, mas esbarrou na falta de autorização para o corte das árvores.</p>

<p>Em 1995, nos derradeiros dias do último Governo de Cavaco Silva, o ex-ministro da Agricultura, Duarte Silva, deu luz verde para o abate. Poucos meses depois, com o Governo PS já empossado, esta autorização foi revogada pelo novo titular da pasta da Agricultura, Gomes da Silva, quando uma parte dos sobreiros já havia sido cortada. Para<br />
que o abate fosse autorizado, seria necessário declarar a "imprescindível utilidade pública" do empreendimento Portucale, que é privado. E foi isso que aconteceu no dia 16 de Fevereiro passado, através de um despacho do  anterior Governo, assinado a quatro dias das eleições antecipadas.</p>

<p>Subscrito pelos então ministros da Agricultura, Costa Neves, do Ambiente, Luís Nobre Guedes, e do Turismo, Telmo  Correia, o despacho deu luz verde para a autorização do abate de 2600 sobreiros, parte dos quais foi imediamente deitada abaixo (774 árvores adultas e 180 jovens).</p>

<p>Mas o actual Governo acabou por revogar tanto a autorização para o corte, quanto a declaração de utilidade pública  do empreendimento, alegando falta de fundamentação e deficiências processuais.</p>

<p>  Negócio desfavorável para os interesses do Estado</p>

<p>Além das estranhas tentativas para aprovação do empreendimento da Portucale, sempre nos últimos dias de governo,também a forma como a propriedade dos terrenos passou do Estado para a esfera do Grupo Espírito Santo não terá  sido a mais transparente. A herdade da Vargem Fresca, no Infantado, Benavente, pertencia à Companhia das Lezírias,  que no início do processo aparecia como accionista da Portucale. Em 1993, os terrenos foram para a posse exclusiva<br />
de privados, um negócio revelado pelo PÚBLICO em primeira mão, cujos contornos foram depois averiguados pela  Inspecção-Geral de Finanças, que o considerou "desfavorável para os interesses e património da Companhia das  Lezírias".</strong><br />
</p>]]>

</content>
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<title>Vistas cá dentro...Montesinho</title>
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<modified>2005-09-25T18:07:59Z</modified>
<issued>2005-05-09T21:49:37Z</issued>
<id>tag:vistasnapaisagem.weblog.com.pt,2005://118.105836</id>
<created>2005-05-09T21:49:37Z</created>
<summary type="text/plain"> Portugal, Bragança-Montesinho, Abril 2005 Não é de facto necessário sair de Portugal para ver uma paisagem merecedora de ser admirada... Esta pertence à do Parque Natural de Montesinho, um dos parques que pertencem à dita &quot;joia da coroa&quot; do...</summary>
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<name>jgomes</name>

<email>gomesjo@hotmail.com</email>
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<dc:subject>2-Vistas a não perder</dc:subject>
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<![CDATA[<p><img alt="Montesinho1.jpg" src="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/Montesinho1.jpg" width="448" height="336" /><br />
Portugal, Bragança-Montesinho, Abril 2005</p>

<p>Não é de facto necessário sair de Portugal para ver uma paisagem merecedora de ser admirada... Esta pertence à do Parque Natural de Montesinho, um dos parques que pertencem à dita "joia da coroa" do melhor que Portugal tem em termos ambientais. Situado no Nordeste do país e que se estende pelos concelhos de Vinhais e Bragança, esta região ficou de facto arredada do dito "desenvolvimento" a partir do momento em que as suas populações se viram forçadas a sair. Daí que o seu actual estado de preservação seja fruto mais de uma série de circunstâncias do que da vontade incontornável dos homens - Quem tiver duvidas, é só observar as urbanizações, decalcadas de um qualquer suburbio do Porto,  que se constroem á beira do IP4....</p>

<p>Mas dentro dos limites do Parque a regra é de facto da preservação. Imagino que com as resistências que normalmente os Parques encontram, e por isso, visitá-lo e admirar a sua paisagem habilmente humanizada é o melhor tributo aos que lá ficaram e ainda lá estão. </p>]]>

</content>
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<title>Vistas lá fora...Escócia</title>
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<modified>2005-09-25T18:07:19Z</modified>
<issued>2005-05-06T21:05:02Z</issued>
<id>tag:vistasnapaisagem.weblog.com.pt,2005://118.104702</id>
<created>2005-05-06T21:05:02Z</created>
<summary type="text/plain"> Reino Unido, Escócia, Abril de 2004 Não é necessário sair do país para ver uma paisagem preservada, mas ver o que lá fora se faz (e o que não se faz!!) é sempre importante para nos posicionarmos relativamente. Estas...</summary>
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<email>gomesjo@hotmail.com</email>
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<dc:subject>4-Vistas lá fora</dc:subject>
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<![CDATA[<p><img alt="Escócia1.jpg" src="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/Esc%F3cia1.jpg" width="448" height="336" /><br />
Reino Unido, Escócia, Abril de 2004</p>

<p>Não é necessário sair do país para ver uma paisagem preservada, mas ver o que lá fora se faz (e o que não se faz!!) é sempre  importante para nos posicionarmos relativamente. Estas fotografias da Escócia, observadas por dois amigos no inicio de Abril, são um bom momento<br />
para "descontrair" e pôr os olhos em paisagens subtilmente humanizadas onde o Homem soube  valorizar o que a Natureza generosamente lhe ofereceu.</p>

<p>Claro que Portugal também possui  bons exemplos que, como o <a href="http://planner.blog.pt">planner</a> refere,devem ser evidenciados (a editar um na próxima entrada),... Mas no país visto pelo olhos de pássaro das últimas entradas, ainda há muitos que estão, por incrível que pareça, bacocamente convencidos de que Portugal é o país mais bonito do mundo......Ai se pudéssemos pagar uma semana de férias na dita província do Reino Unido ......</p>

<p><img alt="Escócia2.jpg" src="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/Esc%F3cia2.jpg" width="448" height="336" /><br />
</p>]]>

</content>
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<title>Portugal a voo de pássaro, por José Pacheco Pereira</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/2005/05/portugal_a_voo.html" />
<modified>2005-09-25T18:07:00Z</modified>
<issued>2005-05-04T23:06:18Z</issued>
<id>tag:vistasnapaisagem.weblog.com.pt,2005://118.104257</id>
<created>2005-05-04T23:06:18Z</created>
<summary type="text/plain">Depois de vistas sobre as duas margens do Tejo, as vistas em voo de pássaro de José Pacheco Pereira publicadas no jornal Público. A ler e a subscrever, uma e mais uma vez. Não que haja por estas bandas alguma...</summary>
<author>
<name>jgomes</name>

<email>gomesjo@hotmail.com</email>
</author>
<dc:subject>7-Vistas pela imprensa</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Depois de vistas sobre as duas margens do Tejo, as vistas em voo de pássaro de José Pacheco Pereira publicadas no jornal <a href="http://www.publico.pt">Público</a>. A ler e a subscrever, uma e mais uma vez. Não que haja por estas bandas alguma aversão ao desenvolvimento ou uma defesa "naif" de um regresso ao bucolismo rural de  Portugal da ditadura...Smplesmente, o caminho pode e deve ser outro. Aqui fica então o excerto. O texto completo, foi-me enviado pelo P.Barros para a caixa de correio. Comentários sobre este teste podem ainda ser lidos no <a href="http://planner.blog.pt">planner</a>.</p>

<p>Para finalizar o agrado de ver estas palavras na boca de Pacheco Pereira. Depois de muitos outros, de R. Teles, de S. Tavares... só falta render o Professor Marcelo! Pode ser que nas próximas eleições autarquicas as questões do ordenamento e do urbanismo tenham mais relevância.</p>

<p><strong>"Se eu sair daqui e andar sempre a direito, por montes e vales e estradas, a voo de pássaro, até ao mar, o que encontro é um retrato de Portugal bem triste e sinistro, que se agrava todos os dias, numa obra de destruição em que muitos portugueses estão activamente empenhados, perante a complacência e colaboração activa do Estado e das autarquias, em nome de um "progresso" que pouco mais significa que dinheiro, egoísmo e vistas curtas"</p>

<p>"A única verdadeira fábrica que está em acção é a da produção de fealdade, a do Portugal feio. "</strong></p>]]>
<![CDATA[<p>Portugal a voo de pássaro<br />
José Pacheco Pereira</p>

<p></p>

<p>Se eu sair daqui e andar sempre a direito, por montes e vales e estradas, a voo de pássaro, até ao mar, o que encontro é um retrato de Portugal bem triste e sinistro, que se agrava todos os dias, numa obra de destruição em que muitos portugueses estão activamente empenhados, perante a complacência e colaboração activa do Estado e das autarquias, em nome de um "progresso" que pouco mais significa que dinheiro, egoísmo e vistas curtas. Eu voo daqui, mas podia voar dali que o resultado não seria muito diferente. Infelizmente, o caminho é quase sempre igual. Voando por cima de Portugal, percebe-se a realidade dolorosa da nossa condição de país atrasado, pobre, inculto, sem margem para dúvidas.<br />
Começo. Caminhando pelo ar, a direito, passo por uma ETAR (estação de tratamento de águas residuais) que começou a ser feita num local, depois verificou-se que havia um erro de localização e construção, e mudou-se para outro. Parece que a consistência das terras impedia a construção. Responsabilidades? Nenhumas. Depois, a mesma ETAR, que devia funcionar há muito, não está a funcionar, os esgotos correm em campo aberto perante a indiferença generalizada, com excepção dos mosquitos e moscas. Depois, terrenos que estão nos planos como sendo do domínio agrícola, povoam-se de barracões e casas de habitação e veraneio, construídas ao modelo maison, térreas com colunas e pórticos, felizmente menos horríveis do que o mesmo tipo de casas de emigrante de há uns anos. Ao lado, caem aos bocados casas, adegas, lagares, currais, que seriam na América antiguidades protegidas, com as suas cantarias de pedra, as suas portas de arco, a ocasional estátua escondida num nicho, e cem ou duzentos anos de convívio com o que está à volta, numa acomodação que não existe a não ser pelo tempo. Mas não estamos na América, somos um povo mais velho, logo podemos estragar à vontade. Aldeias. Actividade económica? Nula. Ou quase. Cafés, com a Sport TV e gente falando muito alto. Alcoolismo. Restaurantes, como se imagina. Velhos. Cada vez mais velhos. Farmácias. Único emprego para os jovens que os faz fugir da escola e alimentar a estatística do abandono escolar: construção civil. Muitos jipes, carros, motas. Anúncios de discotecas, bares, cada vez mais. Os movimentos pendulares de carros pela noite, prenunciando o tráfico de droga.<br />
Depois ruínas, de quintas, lagares, fabriquetas, de vinhas, de zonas de cultivo de tomate, de campos de oliveiras, ruínas da agricultura portuguesa. Algumas árvores resistem, umas ardidas nalgum passado incêndio, outras atoladas na sua solidão, sem bosque. Apenas árvores que ficaram, até alguém as cortar, ou plantar eucaliptos ou incendiar de novo. A seguir, um pequeno ribeiro assoreado, cheio de lixo, mal passando por entre canaviais amarelecidos pelo pó da estrada. Depois uma enorme área de restaurante para "bodas e festas", brilhando de novo, enorme parque para estacionamento e o mesmo estilo de casa-maison, pórticos, colunas, com os reclames dos gelados encostados e máquinas onde se apanham ovos de plástico a gancho. Mais lixo, garrafas de plástico, pó. <br />
Uma estrada perigosa, tão perigosa que tudo quanto é aglomeração exigiu um semáforo que mostra o vermelho quando se ultrapassa 50 quilómetros. Pensam que um basta, ou um de quilómetro a quilómetro? Engano. Como o meu vizinho tem um à porta e eu não tenho nenhum, também quero. Os semáforos sucedem-se uns aos outros, colados entre si, num desperdício tão habitual que já ninguém nota. Milhares de sinais, de stop em estradas sem trânsito, de sentidos proibidos em locais onde é improvável proibirem alguma coisa, milhares de sinais mas nenhuma verdadeira indicação de direcção com continuidade. Começa e depois, na próxima bifurcação, por onde viro? Não sei, a terra sumiu a auto-estrada, a localidade que havia lá atrás já não há. Deve ser de haver muitas rotundas, com monumentos no meio, ou fontes.<br />
Vários locais de venda e exposição de automóveis usados, crescendo como cogumelos, no meio de urbanizações rápidas, com o entulho da terraplanagem deitado ao lado. Ah! Esqueci-me de vários montes de entulho de construção pelo caminho. Depois, cheira. Não cheira a campo, ao estrume, ao saudável estrume, mas ao cheiro intenso e acidulado das pecuárias, que se cola às casas, aos corpos, que obriga a fechar as janelas, não apenas incómodo, mas insuportável. Depois casas, de todas as formas, de todos os feitios, por todo o lado, completas, incompletas, antigas e novas, as novas todas iguais, com os seus relvados quase artificiais e piscinas, exigindo toda a água do mundo para apenas ficar vagamente verde. As antigas caindo, pouco a pouco, sem gente nem função, com letreiros de imobiliárias, "Vende-se". <br />
Mais à frente, uma pedreira rasga uma série de colinas, o contraforte de uma montanha. "Rasga" é a palavra certa, crescendo para todos os lados numa mancha amarela entre o verde, deformando a cumeeira da serra, partindo-a a meio, mostrando-se como o mais saliente objecto para muitos quilómetros em redor. De repente, tudo o que é cimo do monte, que já tinha uma antena de telemóvel, começa a ter moinhos de vento modernos. Não são o que mais afronta, na sua elegância branca, mas como é que se passa do nada a tantos, de um momento para o outro? A paisagem vai ficando saturada de antenas, moinhos, postes de luz, candeeiros, fios diversos. O caos que tudo envolve é perceptível. <br />
A ordem é o caos, porque se percebe que quem quer fazer alguma coisa faz, independentemente de outros direitos e outros valores e do futuro das terras. Quem não quer muda-se. Para onde? A única verdadeira fábrica que está em acção é a da produção de fealdade, a do Portugal feio. E não me venham com a história de que este olhar de pássaro é passadista e hostil aos "melhoramentos" ou ao "progresso económico". Todos, quase todos eram possíveis, são possíveis, sem esta destruição da qualidade de vida, da vista, da paisagem, do equilíbrio natural e mesmo do equilíbrio artificial. Quantas pedreiras neste país foram recuperadas como é suposto? Por que razão é que as suiniculturas, não cumprem a lei, não tratam os seus detritos e provocam mau cheiro? Como é que se pode permitir a contínua violação do terreno classificado como agrícola, para alargar áreas de construção, ou fazer casas onde cada um quer? Quem autoriza a proliferação de stands de automóveis junto das estradas? Quem enxameia tudo de "mobiliário urbano" e rotundas sem ter o saneamento ligado? <br />
Há um problema de pobreza, hoje mais de remediamento, mas está longe de ser uma questão de dinheiro porque se esbanja e muito. É em parte um problema de economia porque a economia paralela, à margem dos impostos e da lei, continua a ser apreciada como escape para a outra, que não existe, ou não sobrevive nesta ecologia pantanosa. Mas acima de tudo são literacias que estão em causa, mais do que cultura ou dinheiro. É uma mínima percepção, inclusive económica, de que isto é um péssimo negócio para todos, mesmo que seja vantajoso a curto prazo para alguns. <br />
Como em tudo, é também o poder que conta, o que tem os que destroem e o que não é usado pelos que podiam impedir as destruições. Há de facto algumas melhorias reais, há mais escolas, mais bibliotecas, mais equipamentos culturais, nalguns casos gigantes e subutilizados, mais hospitais, mais serviços a nível local e regional, melhor comércio de massas, mais acesso a determinados bens e mais dinheiro para os adquirir. É verdade. Mas é uma gota de água no caos, na fealdade, que cresce exponencialmente. Voando a voo de pássaro é impossível não ver. Historiador <br />
</p>]]>
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<title>VIstas na margem Sul</title>
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<issued>2005-04-28T22:29:46Z</issued>
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<summary type="text/plain">Se na margem Norte do Tejo pontuam as vistas de que Domingo Neto nos deu conta nas últimas entradas, na margem Sul o panorama não é significicativamente diferente. Junto deixo-vos um link que algém deixou em comentário numa das ultimas...</summary>
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<![CDATA[<p>Se na margem Norte do Tejo pontuam as vistas de que Domingo Neto nos deu conta nas últimas entradas, na margem Sul o panorama não é significicativamente diferente. Junto deixo-vos um link que algém deixou em comentário numa das ultimas entradas:<a href="http://www.a-sul.blogspot.com">http://www.a-sul.blogspot.com</a>. Um blogue inteiramente dedicado à margem Sul do Tejo  que vale a pena visitar.</p>

<p>Se no fim quizerem reter apenas uma "boa imagem" aconselha-se a do estuário do Tejo publicada na última entrada. Não deixa de ser curioso que fique entre duas margens a ferro e fogo! </p>]]>

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<title></title>
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<summary type="text/plain"> Conforme vos tinha prometido, caros leitores, apresento-vos coisas boas do trajecto entre Lisboa e Vila Franca. Depois de passar o lixo, a desordem, os esgotos e a incrível porcaria que vimos nas entradas anteriores, junto do Trancão, passamos uma...</summary>
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<dc:subject>Vila Franca</dc:subject>
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<![CDATA[<p><img alt="Flamingos noTejo.jpg" src="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/Flamingos noTejo.jpg" width="400" height="300" /></p>

<p>Conforme vos tinha prometido, caros leitores, apresento-vos coisas boas do trajecto entre Lisboa e Vila Franca. Depois de passar o lixo, a desordem, os esgotos e a incrível porcaria que vimos nas entradas anteriores, junto do Trancão, passamos uma rede derrubada e chegamos a uma zona de reserva integral onde, sobre um Tejo poluído, e entre cães assilvestrados que nunca deveriam andar por ali, podemos sentir a calma que transparece nesta imagem e observar animais selvagens como estes flamingos de rara beleza.<br />
</p>]]>

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<title>O que há de pior entre Lisboa e Vila Franca III</title>
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<modified>2005-09-25T18:03:50Z</modified>
<issued>2005-04-21T00:07:19Z</issued>
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<summary type="text/plain"> O percurso Lisboa-Vila Franca de Xira poderia ser um dos cartões de visita da capital. No entanto, por diversos e sucessivos erros de planeamento a paisagem que oferece é em regra degradada, desordenada e sem qualidade. Nesta última entrada...</summary>
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<dc:subject>3-Vistas a evitar</dc:subject>
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<![CDATA[<p><img alt="Esgoto a Ceu Aberto em Alverca.JPG" src="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/Esgoto a Ceu Aberto em Alverca.JPG" width="427" height="320" /></p>

<p><strong>O percurso Lisboa-Vila Franca de Xira poderia ser um dos cartões de visita da capital.</strong> No entanto, por diversos e sucessivos erros de planeamento a paisagem que oferece é em regra degradada, desordenada e sem qualidade. Nesta última entrada publicaremos alguns dos principais pontos que em nossa opinião exigem uma atenção especial por parte de cidadãos e autoridades.</p>

<p>Na última foto e na próxima entrada temos uma surpresa: algumas coisas bonitas e boas desta região</p>

<p>Deveriam ter sido outras as prioridades do desenvolvimento português, devendo ter-se privilegiado as infra-estruturas, a sensatez e as obras de raiz.</p>

<p>São precisas grandes obras nesta região, que nos envergonha (uma questão essencial é a de prioridades).</p>

<p>1: primeiro, lavar e limpar esta zona, despoluindo o rio Tejo e o Trancão, construindo as infra-estruturas de saneamento básico, as ETARES, sistemas de aterros e a necessária reciclagem de lixos.<br />
2: acabar com as lixeiras clandestinas e as descargas de entulho a céu aberto<br />
3: Construir uma rede viária lógica, fechando, por exemplo, todas as passagens de nível nos caminhos-de-ferro deste troço, substituindo-as por passagens desniveladas. Reabilitar a N10.<br />
4: reverter as asneiras que se fizeram no plano ecológico, recriando corredores ecológicos e permitindo a vida selvagem existente. Por exemplo, na continuidade do Trancão, para Norte, existe uma zona de reserva Natural do Estuário do Tejo, cheia de esgotos e lixo mas também de vida animal, mas completamente interrompida pelo Emissário da Incineradora ValorSul. É preciso descompartimentá-la, restabelecendo a circulação de animais nesta região (as aves passam, mas não os mamíferos).<br />
5: é preciso promover um verdadeiro Plano Director urbano e industrial, requalificando a malha urbana e a paisagem, investindo na recuperação de prédios degradados em zonas históricas, e liquidar, a prazo, construções em banda e fábricas, muitas delas já desactivadas, que tapam as vistas sobre o Tejo. Convém deixar que algumas dessas fábricas atinjam o seu fim de vida útil, para depois em seu lugar se construírem empreendimentos de cultura e lazer.<br />
6: atenção que é preciso destruir também todos os equipamentos em desuso que “embelezam” esta zona, prédios clandestinos semi-construídos, restos de fábricas, ruínas inúteis e vandalizadas, porque toda a gente pensa e construir mas ninguém vê o que é necessário fazer para acabar com os destroços que entretanto se criaram.<br />
7: restabelecer a relação com o Tejo criando pontos de contacto e de fruição do rio (pelo menos um por freguesia), aumentando a qualidade de vida das populações.<br />
8: promover o desenvolvimento escolar e científico dos jovens dessa região, privilegiando, a par do necessário investimento no ensino, os contactos com o rio e a natureza.</p>

<p>As Câmaras Municipais de Loures (freguesias de Sacavém, Bobadela, S. João da Talha, Santa Iria de Azóia) e de Vila Franca de Xira, (freguesias de Póvoa de Santa Iria, Forte da Casa, Alverca do Ribatejo, Sobralinho, Alhandra e Vila Franca de Xira) têm um imenso trabalho a fazer. É preciso também que se perceba que alguma coisa está a ser feita. Se consultarmos a Internet aparecem projectos de intervenção e de despoluição para esta região, mas não se vêem resultados. Não pedimos que se faça tudo ao mesmo tempo, mas que se escalonem as prioridades (as coisas mais fáceis e urgentes para agora e as mais complexas mais para a frente).</p>

<p>Por último, viver bem também educa as pessoas, e passar a viver melhor nesta região vai, de certeza, sensibilizá-las para que não voltem a tolerar este estado de coisas</p>

<p>Um perigo e uma coisa boa de última hora:<br />
O perigo é a passagem projectada da linha de alta velocidade por estes sítios, que irá ser mais um entrave a cortar as pessoas do Tejo e a desordenar o território.<br />
A coisa boa é a promessa do governo de José Sócrates de finalmente começar a despoluir o estuário do Tejo</p>

<p></p>

<p><img alt="Saida de Vila Franca.JPG" src="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/Saida de Vila Franca.JPG" width="427" height="320" /><br />
</p>]]>

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<title>Lisboa Vila Franca II</title>
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<modified>2005-09-25T18:01:43Z</modified>
<issued>2005-04-17T19:45:36Z</issued>
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<summary type="text/plain"> Vamos apresentar mais alguns pontos negativos e, por fim, em entrada a publicar proximamente, mostrar também algumas coisas interessantes e quase desconhecidas No percurso entre Lisboa e Vila Franca de Xira o rio Tejo é separado da fruição e...</summary>
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<name>Domingos Neto</name>

<email>dneto@mail.telepac.pt</email>
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<![CDATA[<p><img alt="Predios em banda na Bobadela.JPG" src="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/Predios em banda na Bobadela.JPG" width="320" height="240" /></p>

<p><strong>Vamos apresentar mais alguns pontos negativos e, por fim, em entrada a publicar proximamente, mostrar também algumas coisas interessantes e quase desconhecidas</strong></p>

<p>No percurso entre Lisboa e Vila Franca de Xira o rio Tejo é separado da fruição e da convivência das pessoas por uma cintura quádrupla:</p>

<p>1: Uma cintura industrial (GALP, Sacor, BP; Copam, Solvay, Covina-Saint Gobain, etc.), que polui a atmosfera e tapa quase todas as entradas para o rio.</p>

<p>2: A linha do Norte, provavelmente a linha de caminho de ferro mais movimentada do país, cheia de passagens de nível.</p>

<p>3: A IC2 e a antiga estrada nacional N10, completamente inestética, superlotada, com outdoors por todo o lado, sem faixas nem passadeiras para peões.</p>

<p>4: Prédios de habitação construídos em banda e vivendas, ao lado dos esgotos, de fábricas altamente poluentes, de estradas e da via-férrea, por baixo de postes de alta tensão, sem qualquer ordenamento nem respeito pelas pessoas que lá moram</p>

<p>Há duas pequenas excepções a este caos, que são também os dois únicos pontos de contacto com o Tejo em todo este trajecto: os ancoradouros de Alhandra e de Vila Franca onde ainda se vêem alguns cais palafíticos, produtos de outras épocas e que só se mantiveram até agora devido à feroz intransigência das pessoas que lá vivem e trabalham.</p>

<p><br />
<img alt="Linha do Norte.JPG" src="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/Linha do Norte.JPG" width="320" height="240" /></p>

<p><br />
</p>]]>

</content>
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<title>Vistas pela Blogoesfera - A saga de um Intermarché em Ourém</title>
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<modified>2005-09-25T17:52:16Z</modified>
<issued>2005-04-14T19:51:43Z</issued>
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<summary type="text/plain">Há já algum tempo que sigo pela blogoesfera a saga do projecto de construção de um intermarché em Ourém, em zona que é de leito de cheio e integrada na RAN e REN. O blogue o Castelo denunciou este crime...</summary>
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<name>jgomes</name>

<email>gomesjo@hotmail.com</email>
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<dc:subject>8-Vistas pela blogoesfera</dc:subject>
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<![CDATA[<p>Há já algum tempo que sigo pela blogoesfera a saga do projecto de construção de um intermarché em Ourém, em zona que é de leito de cheio e integrada na  RAN e REN. O blogue <a href="http://o.castelo.vai.nu">o Castelo </a>denunciou este crime em Setembro 2004(data em que vi a primeira entrada referenciada) e desde então tem-nos  mantido ao corrente desta monumental trapalhada. Cujo último episódio é o da autarquia pretender que o governo suspenda o seu proprio PDM para que a ilegalidade prossiga...</p>

<p>Mas o preferível mesmo é dedicar algum tempo a <a href="http://o.castelo.vai.nu/archives/2005/02/novo_intermarch_4.html">esta entrada</a>, cujas fotografias são evidenciadoras do que está em questão. E se restar algum tempo reler as entradas arquvadas na secção "<a href="http://o.castelo.vai.nu/archives/ambiente/index.html">ambiente</a>". Está lá tudo. Mais não seja para memoria futura.</p>

<p>Estou em crer que a sua acção, juntamente com a da Quercus, fazem as dores de cabeça do executivo camarário. Mas são um bom exemplo de como uma sociedade civil mais forte pode de facto mudar o rumo aos acontecimentos apresentados sempre como "inevitáveis". À sua acção os meus apoio e os votos de que continuem nesta linha.<br />
</p>]]>

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<title>O que há de pior entre Lisboa e Vila Franca - I</title>
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<modified>2005-09-25T17:57:53Z</modified>
<issued>2005-04-09T20:33:35Z</issued>
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<summary type="text/plain"> Portugal, Lisboa - esgoto no rio Trancão - 2005 O percurso Lisboa-Vila Franca de Xira poderia ser um dos cartões de visita da capital. No entanto, por diversos e sucessivos erros de planeamento a paisagem que oferece é em...</summary>
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<name>Domingos Neto</name>

<email>dneto@mail.telepac.pt</email>
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<dc:subject>3-Vistas a evitar</dc:subject>
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<![CDATA[<p><img alt="Esgoto-Trancao.JPG" src="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/Esgoto-Trancao.JPG" width="320" height="240" /><br />
Portugal, Lisboa - esgoto no rio Trancão - 2005</p>

<p>O percurso Lisboa-Vila Franca de Xira poderia ser um dos cartões de visita da capital. No entanto, por diversos e sucessivos erros de planeamento a paisagem que oferece é em regra degradada, desordenada e sem qualidade. Nesta e ao longo das próximas entradas publicaremos alguns dos principais pontos que em nossa opinião exigem uma atenção especial por parte de <a href="http://xiradania.org">cidadãos</a> e autoridades.</p>

<p><img alt="Outdoors.JPG" src="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/Outdoors.JPG" width="320" height="240" /><br />
Portugal, Lisboa - Estrada Nacional 10 - 2005</p>]]>

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<title>O Publico....... Mas sem vistas. Lamentavelmente.</title>
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<modified>2005-09-25T17:56:01Z</modified>
<issued>2005-04-07T21:56:10Z</issued>
<id>tag:vistasnapaisagem.weblog.com.pt,2005://118.94952</id>
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<summary type="text/plain"> Jornal Publico, desde dia 4 de Abri de 2004 Desde segunda-feira que as vistas do Público são assim. No inicio pensei em não me pronunciar neste blogue sobre o facto (para não fugir da &quot;linha de ediçao&quot; e talvez...</summary>
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<name>jgomes</name>

<email>gomesjo@hotmail.com</email>
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<dc:subject>7-Vistas pela imprensa</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img alt="Publico2.JPG" src="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/Publico2.JPG" width="487" height="296" /><br />
Jornal Publico, desde dia 4 de Abri de 2004</p>

<p>Desde segunda-feira que as vistas do <a href="http://www.publico.pt">Público</a> são assim. No inicio pensei em não me pronunciar neste blogue sobre o facto (para não fugir da "linha de ediçao" e talvez pelo sentimento de culpa por fazer excessivos links às noticias do publico online...), mas esta entrada do Rui (<a href="http://www.adufe.weblog.com.pt">adufe</a>) a apontar, via <a href="http://www.tugir.blogspot.com">Tugir</a>, para esta entrada do <a href="http://www.atrium.weblog.com.pt">Atrium</a>, levam-me a associar-me e a manifestar também as minhas reservas por esta decisão. Por diversas razões e das quais destaco três: </p>

<p>A primeira, da tristeza, prende-se com o facto de o vistas ser editado por alguém que sempre viu no Publico o seu Jornal de referência. E como tal não é sem algum sorriso que relembramos um <a href="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/2004/09/condensado_de_v.html">comentário aqui editado no ano passado a propósito da "sovinice" do Expresso.</a> (Mal sabiamos nós o que o Publico preparava...)</p>

<p>A segunda, porque este blogue gostava mesmo de evidenciar as secções "local" com honras de primeira página. Para uns interessam as secções Nacional e Sociedade, para o vistas era nas secções locais que estava o essencial;</p>

<p>A  terceira, a de constitui através do vistas um log para memoria futura, sempre disponivel,  das preocupações actuais em materia de ordenamento e da paisagem. Como e natural, os artigos das secções local (de jornalistas ou cidadãos)eram uma boa fonte.</p>

<p>Posto isto, e porque o essencial dos argumentos acerca do alcance desta medida são bem identificados nos links acima, aqui fica a minha opinião. O Publico continuará a ser referenciado, mas infelizmente não tantas vezes. Não por birra, não pelos 20 Euros, mas porque também consideramos esta medida um infeliz retrocesso.</p>

<p>Em jeito de despedida aqui fica a cópia possivel de um artigo que gostaria de ter lido e, se possivel, copiado:</p>

<p><strong>Algés/Miraflores é um susto num concelho de betão<br />
Ninguém pode ser contra a construção civil, mas no concelho de Oeiras é tempo de se dizer parem.</strong> A fazer lembrar <a href="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/oeiras/index.html">esta entrada </a>que já aqui publicámos expressando, provavelmente as mesmas preoupaçoes.</p>]]>

</content>
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<title>Arte e paisagem: o caminho para Marfa, Texas</title>
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<modified>2005-09-25T17:56:36Z</modified>
<issued>2005-04-06T21:23:38Z</issued>
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<created>2005-04-06T21:23:38Z</created>
<summary type="text/plain"> EUA, Texas, Marfa, 2004 Há muito que esta entrada deveria ter sido publicada, uma excelente oportunidade foi aqui perdida, e de adiamento em adiamento, passaram-se quase quatro meses desde que a mesma foi escrita. Mas o texto, tal como...</summary>
<author>
<name>jgomes</name>

<email>gomesjo@hotmail.com</email>
</author>
<dc:subject>4-Vistas lá fora</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img alt="Marfa1.jpg" src="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/Marfa1.jpg" width="448" height="336" /><br />
EUA, Texas, Marfa, 2004</p>

<p>Há muito que esta entrada deveria ter sido publicada, uma excelente oportunidade foi <a href="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/2005/02/arquitectura_e.html">aqui</a> perdida, e de adiamento em adiamento, passaram-se quase quatro meses desde que a mesma foi escrita. Mas o texto, tal como a paisagem que descreve, tem a virtude de resistir bem ao tempo e nada melhor do que ler as impressões de viagem de Helena Barrenha a Marfa, Texas. A sexta entrada da secção "Vistas lá fora".<br />
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Poucas serão as pessoas que, actualmente, se deslocam a Marfa, no Texas, sem o intuito de visitar a célebre Fundação Chinati, criada nos anos 70 pelo artista americano Donald Judd. Na verdade, trata-se de uma pequena vila, com pouco mais de 2000 habitantes, perdida num imenso território quase desértico, próximo da fronteira com o México. O caminho até Marfa, a partir de qualquer uma das principais cidades do Texas, dificilmente pode ser feito se não por carro e implica percorrer uma distância de várias centenas de quilómetros. </p>

<p>Apesar da sua localização remota e da rigidez das condições de acesso à Fundação, nomeadamente o facto de não serem autorizadas visitas “livres”, mas apenas integradas em pequenos grupos com guia (e marcação prévia), a peregrinação até ao local vale bem a pena. Com efeito, a experiência de atravessar uma paisagem absolutamente árida e onde a marca humana é ainda escassa, é bastante impressiva. São quilómetros e quilómetros dominados por uma espécie de “sense of nothingness” que culmina na fruição das peças minimais de Judd, inseridas em construções despojadas, viradas para um território plano, vazio, ilimitado... Entre os vários espaços que compõem a Fundação (edifícios térreos dispersos por um vasto terreno) destacam-se os hangares utilizados durante a Segunda Guerra Mundial, onde se encontram as sublimes “caixas de alumínio”. </p>

<p>Conta-se que a descoberta de Marfa por Judd foi fruto de um simples acaso. Mas a opção de eleger esse lugar para a integração de uma parte importante da sua produção artística, constitui, em si mesma, não apenas uma apropriação voluntária e definitiva, mas também uma intervenção na paisagem que completa o sentido da vivência do lugar, e fixa com maior intensidade a imagem-memória de se ter passado por lá...<br />
 Helena Barrenha "</p>

<p><img alt="Marfa2.jpg" src="http://vistasnapaisagem.weblog.com.pt/arquivo/Marfa2.jpg" width="448" height="336" /></p>]]>

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