maio 06, 2005

Vistas lá fora...Escócia

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Reino Unido, Escócia, Abril de 2004

Não é necessário sair do país para ver uma paisagem preservada, mas ver o que lá fora se faz (e o que não se faz!!) é sempre importante para nos posicionarmos relativamente. Estas fotografias da Escócia, observadas por dois amigos no inicio de Abril, são um bom momento
para "descontrair" e pôr os olhos em paisagens subtilmente humanizadas onde o Homem soube valorizar o que a Natureza generosamente lhe ofereceu.

Claro que Portugal também possui bons exemplos que, como o planner refere,devem ser evidenciados (a editar um na próxima entrada),... Mas no país visto pelo olhos de pássaro das últimas entradas, ainda há muitos que estão, por incrível que pareça, bacocamente convencidos de que Portugal é o país mais bonito do mundo......Ai se pudéssemos pagar uma semana de férias na dita província do Reino Unido ......

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Publicado por jgomes às 09:05 PM | Comentários (1)

abril 06, 2005

Arte e paisagem: o caminho para Marfa, Texas

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EUA, Texas, Marfa, 2004

Há muito que esta entrada deveria ter sido publicada, uma excelente oportunidade foi aqui perdida, e de adiamento em adiamento, passaram-se quase quatro meses desde que a mesma foi escrita. Mas o texto, tal como a paisagem que descreve, tem a virtude de resistir bem ao tempo e nada melhor do que ler as impressões de viagem de Helena Barrenha a Marfa, Texas. A sexta entrada da secção "Vistas lá fora".
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Poucas serão as pessoas que, actualmente, se deslocam a Marfa, no Texas, sem o intuito de visitar a célebre Fundação Chinati, criada nos anos 70 pelo artista americano Donald Judd. Na verdade, trata-se de uma pequena vila, com pouco mais de 2000 habitantes, perdida num imenso território quase desértico, próximo da fronteira com o México. O caminho até Marfa, a partir de qualquer uma das principais cidades do Texas, dificilmente pode ser feito se não por carro e implica percorrer uma distância de várias centenas de quilómetros.

Apesar da sua localização remota e da rigidez das condições de acesso à Fundação, nomeadamente o facto de não serem autorizadas visitas “livres”, mas apenas integradas em pequenos grupos com guia (e marcação prévia), a peregrinação até ao local vale bem a pena. Com efeito, a experiência de atravessar uma paisagem absolutamente árida e onde a marca humana é ainda escassa, é bastante impressiva. São quilómetros e quilómetros dominados por uma espécie de “sense of nothingness” que culmina na fruição das peças minimais de Judd, inseridas em construções despojadas, viradas para um território plano, vazio, ilimitado... Entre os vários espaços que compõem a Fundação (edifícios térreos dispersos por um vasto terreno) destacam-se os hangares utilizados durante a Segunda Guerra Mundial, onde se encontram as sublimes “caixas de alumínio”.

Conta-se que a descoberta de Marfa por Judd foi fruto de um simples acaso. Mas a opção de eleger esse lugar para a integração de uma parte importante da sua produção artística, constitui, em si mesma, não apenas uma apropriação voluntária e definitiva, mas também uma intervenção na paisagem que completa o sentido da vivência do lugar, e fixa com maior intensidade a imagem-memória de se ter passado por lá...
Helena Barrenha "

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Publicado por jgomes às 09:23 PM | Comentários (0)

agosto 11, 2004

Vistas lá fora....Peru!

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Peru, Machu Picchu, Julho de 2004
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Já no Peru, entre montanhas mergulhadas na floresta amazónica e a 2.350 metros de altitude, uma das maravilhas do mundo: a antiga cidade Inca de Machu Picchu (montanha mágica, em quechua, a língua dos Incas). Depois de uma longa viagem de comboio desde Cusco, a antiga capital do império Inca, uma subida de autocarro e uma caminhada até à entrada principal da cidade, o que se avista é realmente compensador.

Construída por camponeses incas, Machu Picchu foi apenas descoberta em 1911 por um americano, Hiram Bingham, que procurava a cidade perdida Inca de Vilcabamba. Após uma limpeza (a cidade estava coberta de densa vegetação tropical) e os trabalhos de recuperação, o visitante presencia hoje uma cidade praticamente como ela existia há mais de quinhentos anos. Para além da arquitectura impressionante, os socalcos utilizados pelos incas na agricultura demonstram a sua capacidade e mestria Inca para florescerem em harmonia com o ambiente. E esta cidade era uma cidade 'simples' se comparada com outras que possuíam uma maior componente religiosa ou administrativa.

Machu Picchu é, como não poderia deixar de o ser, Património da Humanidade. Aqui fica o link para o site da Unesco, bem como uma ligação para uma pesquisa já feita no Google, onde estão referenciados 188.000 links!!.

Licínia Pereira"

Publicado por jgomes às 01:31 PM | Comentários (2)

agosto 09, 2004

Vistas lá fora....Bolivia!

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Bolivia, Lago Titicaca - vista da ilha do Sol sobre a ilha da Lua e os Andes ao fundo. Julho de 2004

Lá fora há vistas assim. Esta foi tirada pela minha amiga Licínia Pereira na viagem que fez à Bolívia e ao Peru no passado mês de Julho. A noção da paisagem não é evidentemente um exclusivo europeu, nem do século XX! Aqui fica o relato para nos aguçar (como se fosse necessário!) o apetite por descobrir outras paragens.

"Da calma vila boliviana de Copacabana e apanhando um barco, cuja lentidão proporciona uma forma relaxada de sentir a imensidão da beleza azul do lago Titicaca, chega-se à Ilha do Sol.

A quase 4 mil metros de altitude, este lago situa-se num planalto, com a cordilheira dos Andes nas suas costas e com o sol incidindo com intensidade. Na chegada à Ilha do Sol, segue-se por uma subida em ziguezague (que com a altitude significa paragens a cada 2 minutos!) até ao topo onde se encontra a vila de Yumani. Aqui, recomenda-se um passeio ao fim da tarde pelos caminhos e veredas da vila, os quais, além de serem também ultilizados pelas lamas, permitem um bom contacto com o modo de vida tradicional dos camponeses bolivianos. Um modo de vida em harmonia com a natureza, modesto e naturalmente muito duro e pobre.

Da ilha do sol avista-se já o Peru e do lado ainda Boliviano, a Ilha da Lua (na foto) e lá mais atrás a Cordilheira dos Andes".

Aqui fica também um link e mais outro sobre o Lago Titicaca.

PS- Para não minimizarmos as proporções deste Lago Titicaca, convém reforçar: fica a 4 mil metros de altitude ( A Serra da Estrela fica a 2000 metros) e tem cerca de 8300 Km2: 233 Km de cumprimento por 97Km de largura!!!!. Praticamente um décimo da dimensão de Portugal.

Publicado por jgomes às 09:33 PM | Comentários (0)

julho 09, 2004

Vistas lá fora: Saturno!

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Fotos enviadas pela sonda Cassini-Huygens a Saturno

Sempre achei um bocado exagerado o interesse de Pacheco Pereira, no Abrupto, pelas coisas do exploraçao espacial. Não que nao o considere naturalmente importante, mas pelo clássico argumento " de que há ainda tanta coisa a fazer por aqui..!".

Hoje o Publico trazia uma imagem belíssima da sondas Cassini-Huygens a Saturno e Titan, e lá me convenci a seguir o exemplo e ir ao site que tanto delicia Pacheco Pereira.

Estou rendido! Aqui fica o link e duas imagens belíssimas da paisagem por aquelas bandas do Sistema Solar. Daqui a uns tempos é possivel que façam parte de albuns de viagens de humanos vulgares !

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Publicado por jgomes às 06:47 PM | Comentários (3)

abril 22, 2004

Vistas lá fora...Berlim

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Ninguém visita Berlim pelos seus espaços verdes, mas até o mais empedernido "urbano" se impressiona com a quantidade, dimensão e qualidade dos espaços verdes desta cidade.

Numa impressionante demonstração a céu aberto de que as ideias de Ribeiro Teles não são assim tão tolas, a ecologia urbana de Berlim é um valor fundamental e faz parte integrante da estratégia de desenvolvimento das autoridades locais. Praticamente cada bairro tem o seu próprio jardim ( como o da foto), cerca de 411 mil árvores servem os seus 3,5 Milhões de habitantes e, mais impressionante, um parque urbano de 168 hectares(Tiergarten) é mantido em pleno centro da cidade.

Tudo isto numa cidade que no final da II Guerra foi praticamente destruída e cujas árvores foram quase dizimadas no inverno de 46-47 por necessidade energéticas da população. Tudo isto numa cidade que esteve isolada no meio da ex-RDA durante 30 anos. Tudo isto numa cidade que é hoje da capital de uma Alemanha reunificada e amanhã certamente um centro importante na Europa alargada a 28 países.

É por ver estas vistas lá fora que não percebemos onde é que o Dr. Jorge Sampaio anda com os olhos nas suas visitas de Estado. Estas além de representarem o país são sempre uma óptima oportunidade para fazer um benchmarking caseiro.

Não vale a pena entrar aqui em comparações com o nosso cada vez mais triste subúrbio à beira mar plantado. É fácil imaginar as mil e uma desculpas que as nossas autoridades locais rapidamente arranjariam para desanexar as orlas do Tiergarten por forma a dar espaço ao crescimento de uma capital unificada.

Mas também é fácil concluir que a paisagem de Berlim não é só resultado da acção de autoridades locais responsáveis e competentes que não se abateram com a destruição da II Guerra. É certamente toda a população que exige, trabalha e contribui para que o espaço publico seja fruído por todos. Atrevo-me até a apostar que metade das aberrações que em Portugal se permitem nem chegam a ser concebidas pelos construtores e promotores alemães. Primeiro porque sabem que não vendem casas rodeadas de campos de milho no meio do nada ( os alemães são exigentes!!), segundo porque têm o mínimo de equilíbrio mental para não embaraçarem as suas administrações com o urbanizaçoes non-sense.

Posto isto, porque é que é então tão difícil compreendermos que um país totalmente destruído há 50 anos seja hoje o motor da União Europeia e Portugal, que não tem uma guerra no Espaço Nacional desde as invasões napoleónicas, ainda não se tenha sequer desenvencilhado de um terço dos problemas estruturais que nos caracterizam desde o séc. XIX e continue a mendigar fundos de coesão?

Publicado por jgomes às 07:05 PM | Comentários (0)

abril 06, 2004

Vistas lá fora...Lapónia

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Lá fora há vistas assim. Esta fica na Lapónia, Finlândia, acima do circulo polar árctico (Latitude 66ºN. Longitude: 25ºE) e foi tirada pelo meu amigo Luís Castanho durante uma viagem de trabalho à Finlândia.

A presença do homem é solitária e quase imperceptível mas está lá: Uma cabana de madeira e uma pista de ski ao fundo.

È com esta imagem, curiosamente de um lugar quase no extremo Norte da União Europeia (Portugal está sobre o paralelo 40º N), que iniciamos uma nova secção destinada às paisagens que se avistarem lá fora. De preferência boas e cumprindo apenas um requisito: paisagens onde a presença humana esteja integrada e seja sempre que possível um valor acrescentado.

O objectivo é ajudar-nos a ter outras referencias nestas coisas que para alguns são tão subjectivas como é o planeamento, a qualidade de vida em comunidades humanas organizadas, a convivência com as outras espécies com quem partilhamos o planeta.

À semelhança das vistas em Portugal, todos os que o quiserem podem sentir-se livres para enviar fotos que preencham os requisitos acima descritos, juntamente com pequeno texto para: vistasnapaisagem@hotmail.com. Até lá as viagens dos amigos vão ser a principal fonte de produção!

Publicado por jgomes às 11:05 PM | Comentários (1)