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maio 12, 2005

Três apontamentos. Todos relacionados.

Ontem, no dia em que a comunicação social descobria os inicios de um processo de tráfico de influências, Cavaco Silva escrevia mais um artigo de opinião no Público acera da competitividade de Portugal. Pelo meio, este parágrafo isolado, acerca do descalabro do nosso ordenamento do território. Uma verdade incontornável, mas que quem é presidenciavel deveria há muito já ter detectado, porque hoje, para muito do nosso litoral, e não só no Algarve, é já tarde de mais (ler aqui entradas dedicadas ao assunto Ordenamento&Turismo na região centro):

O discurso político (e se necessário a aprovação de medidas legislativas apropriadas) deve dirigir-se também aos autarcas, em especial do Algarve,explicando-lhes que a febre da construção de blocos de apartamentos e odesordenamento do território estão a destruir a capacidade competitiva, num sector tão importante para o desenvolvimento do país como é o turismo. Istomesmo foi recentemente destacado no jornal inglês Financial Times, sendo oAlgarve apontado como um destino turístico que "está a ficar feio".

Hoje, a comunicação social avança que o processo de tráfico de influências poderá estar também relacionado com um empreendimento imobiliário em Gaia. Ou eu me engano muito, ou é deste que estamos a falar, evidenciado pelo diascomárvores em Dezembro e Fevereiro passados?

Amanhã, dia 13 de Maio, um grupo de cidadãos discute em Almada, o caos urbanistico da margem Sul (aliás muito similar ao caos urbanistico da margem sul do Porto). Aqui fica o programa, enviado como comentário pela Paula Tavares:

Exposição e Debate – Betão Armado em Cidade.
6ª feira, dia 13 de Maio, pelas 21h.30, no Fórum Romeu Correia (Almada), sala Pablo Neruda.

Participação de Fernanda Câncio (jornalista, autora de Cidades sem Nome), Miguel Quinhones (urbanista), Mário Moutinho (professor do Centro de Estudos de Socio-urbanismo, Univ. Lusófona) e Pedro Soares (geógrafo).

Exposição de fotografias de Luís Gurriana e Luís Silva.

Maquetas de Miguel Quinhones

30 Anos de Caos Urbanístico, Exposição da Univ. Lusófona.

“... Nas últimas décadas, quase todas as cidades do país, e em particular as da Área Metropolitana de Lisboa, têm sofrido um crescimento descontrolado, com base em planeamentos urbanos deficientes ou inexistentes, orientados por pressões especulativas no campo do imobiliário (...).”

“Almada não é excepção. (...) Os espaços de construção em altura aumentaram, enquanto os espaços verdes de proximidade têm vindo a escassear. Como a este crescimento descontrolado está associado o transporte privado, os passeios em redor dos edifícios passaram a estar ocupados por veículos estacionados, as vias pedonais são um conceito desconhecido, poucos ousam circular numa bicicleta (uma aventura suicida), andar a pé obriga a contornar obstáculos e a fazer parte dos percursos na estrada.
Cidades sem sentido são o nosso cenário diário. Betão e mais betão, onde é quase heresia haver espaços para serem fruídos por todos nós. (...)”

“É urgente o debate e a participação de todos, de forma a propor mudanças no espaço urbano. A cidade não pode ser apenas obra de técnicos fechados em gabinetes, a cidade constrói-se com todos, a cidade só é a nossa cidade se a ela nos vincularmos com os nossos afectos, se sentirmos o espaço como nosso.”

É sobre estas questões que falaremos na sessão que terá lugar no dia 13 de Maio, pelas 21h.30, no Fórum Romeu Correia, sala Pablo Neruda.

In: 1º folheto Informativo sobre a iniciativa.

Grupo Vida Urbana e Ambiente

Publicado por jgomes às maio 12, 2005 10:22 PM

Comentários

Ainda sobre a barragem do sabor. Finalmente parece que desistiram, de qualquer forma dêem uma espreitadela neste artigo, acho que temos ambientalista disfarçada....
http://www.mdb.pt/noticias/completa.php?id=535

Publicado por: Lita às junho 16, 2005 10:15 AM

Chamo a vossa atenção para os três posts que a partir de hoje irão ser publicados em Local & Blogal - http://blogal.blogspot.com

Publicado por: Antonio Baeta Oliveira às junho 21, 2005 07:00 PM