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abril 17, 2005
Lisboa Vila Franca II
Vamos apresentar mais alguns pontos negativos e, por fim, em entrada a publicar proximamente, mostrar também algumas coisas interessantes e quase desconhecidas
No percurso entre Lisboa e Vila Franca de Xira o rio Tejo é separado da fruição e da convivência das pessoas por uma cintura quádrupla:
1: Uma cintura industrial (GALP, Sacor, BP; Copam, Solvay, Covina-Saint Gobain, etc.), que polui a atmosfera e tapa quase todas as entradas para o rio.
2: A linha do Norte, provavelmente a linha de caminho de ferro mais movimentada do país, cheia de passagens de nível.
3: A IC2 e a antiga estrada nacional N10, completamente inestética, superlotada, com outdoors por todo o lado, sem faixas nem passadeiras para peões.
4: Prédios de habitação construídos em banda e vivendas, ao lado dos esgotos, de fábricas altamente poluentes, de estradas e da via-férrea, por baixo de postes de alta tensão, sem qualquer ordenamento nem respeito pelas pessoas que lá moram
Há duas pequenas excepções a este caos, que são também os dois únicos pontos de contacto com o Tejo em todo este trajecto: os ancoradouros de Alhandra e de Vila Franca onde ainda se vêem alguns cais palafíticos, produtos de outras épocas e que só se mantiveram até agora devido à feroz intransigência das pessoas que lá vivem e trabalham.
Publicado por Domingos Neto às abril 17, 2005 07:45 PM
Comentários
Antigamente Lisboa ficava longe de Vila Franca.
Com o passar dos anos, e com o objéctivo de "alimentar" a grande cidade, foram-se criando fábricas e armazens em terrenos que na época tinham um preço mto baixo.
Hoje é sem duvida uma amalgama de betão desorganizado e feio.
Esperemos que a valorização desses terrenos origine a demolição desses edifícios.
Que naõ seja necessário haver uma EXPO-2056, para que se trate de limpar essa zona.
Publicado por: cajolas às abril 19, 2005 07:45 PM