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outubro 22, 2004
Sempre a partir em.... Alcobaça!!
Alcobaça está definitivamente na competiçao das terras cujas autarquias mais se esforçam para destruir o que ainda têm (Algumas já saíram da prova porque destruíram tudo entretanto!) Abaixo deixo-vos na integra uma notícia que Pedro Barros leu no Jornal de Noticias e que me enviou para a caixa de correio. Gravo-a abaixo como uma prova irrefutável da irresponsabilidade de uma Câmara que depois de destruir o que podia na linha de costa (S. Martinho do Porto; praias a Norte da Nazaré, etc) prossegue a táctica no "interior" do concelho.
Uma vez mais, a mesma técnica: Arranja-se um terreno sobre a RAN ou a REN (não interessa), faz-se o projecto, criam-se as expectativas, e depois pede-se a desafectação. Se a administração central não ceder é porque está a inviabilizar o desenvolvimento. Simples, criminoso e sem consequências de maior. Ao fim de oito anos sempre a partir tem-se a reforma por inteiro!
É por exemplos destes que se deve perguntar ao autor do projecto de reforma da RAN e da REN, Arq. Sidónio Pardal, para que é que se necessita de dar mais poderes ás autarquias nestas matérias!
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JN - 2004.10.20
Empresas vão para reserva ecológica
A maioria do PSD na Assembleia Municipal de Alcobaça viabilizou, anteontem à noite, a aquisição da Quinta da Serra, um terreno de 160 hectares inscrito em Reserva Ecológica Nacional (REN) que permitirá a implantação da Área de Localização Empresarial (ALE) da Benedita. Com 21 votos a favor, o PSD fez aprovar uma proposta polémica, que recebeu sete votos conta e três abstenções.
A controversa instalação da ALE na Benedita animou a Assembleia Municipal, com vários deputados a defenderem o adiamento da proposta. O terreno em causa vai custar cinco milhões de euros à Câmara de Alcobaça que, depois do visto do Tribunal de Contas, ainda terá de pedir a desafectação dos 160 hectares ao Ministério do Ambiente, Instituto de Conservação da Natureza e Comissão Nacional de Reserva Ecológica.
Gonçalves Sapinho, presidente da Câmara, admitiu que esta é uma operação com muita «complexidade», reconhecendo ser «difícil, senão mesmo impossível, definir um horizonte temporal com um mínimo de precisão para a consecução deste objectivo».
O líder da bancada socialista, José Canha, justificou o voto contra pelo «preço» do terreno e lembrou que um estudo da Roland Berger defendia uma área empresarial de apenas 40 hectares. Do lado da CDU, Basílio Martins alertou para uma das alíneas do acordo com os proprietários, que prevê que em caso de impossibilidade de desafectação do terreno, a Câmara terá de pagar mais 1,5 milhões de euros ao proprietário.
Basílio Martins salientou, ainda, o movimento de empresários de Turquel que «tinham os mesmos 100 hectares de terreno, a custo zero, fora do parque natural, a poucos quilómetros da Quinta da Serra», projecto 'chumbado' pela Câmara."
Nota: Nao encontrei o site sobre Alcobaça, mas aqui fica um link para um blogue: Mais Alcobaça.
Publicado por jgomes às outubro 22, 2004 07:58 PM