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agosto 14, 2003

EPUL - Publicidade Enganosa II

Esta publicidade de que vos falo hoje é ligeiramente diferente da anterior, a qual faltava apenas à verdade. Esta é uma publicidade claramente orientada a chocar o consumidor de modo a fazê-lo fugir de pavor, se não mesmo a enlouquecer. È, se quizermos ser um pouco tecnicistas, na linha de Lauro Antonio, o chamado "choking advertisement". A partir do primeiro visionamento o alvo da publicidade sofre um calafrio sempre que vir o anúncio. Enfim, técnicas....

Entre esses alvos estão os utentes da calçada do Carriche/Av. PAdre Cruz
que no cruzamento com a rainha D.Amélia (imediatamente antes das bombas da GALP) põem as vistas na publicidade " EPUL , CRIAR CIDADE NO SÉC. XXI".

Olhando para a "cidade" que a EPUL construiu no final do sec. XX, dá para imaginar o que se prepara para fazer no séc. XXI. AhrrrAhhrrrrr, por favor
não, não, por favor !!!!
(Este é o tal efeito de choque de que falava atrás! )

Quem for de Lisboa e conhecer Telheiras sabe do que falo. Quem não, for não
se preocupe que não perde nada.

Telheiras é a antecessora da Expo. Um bom exemplo de uma oportunidade
perdida da total responsabilidade da Empresa Publica de Urbanização de Lisboa. Um bairro inteiro sem um jardim digno desse nome; pobre de equipamentos (ningém vai a telheiras se não for para dormir), urbanizações exclusivas com vista para as vias rápidas (2ª circular; Padre Cruz, Eixo Norte Sul). Em resumo betão e alcatrão com o selo da qualidade EPUL. Quando uma empresa de capitais publicos faz este belíssimo trabalho, podemos dormir descansados a imaginar a mestria dos operadores privados!

Para finalizar conto-vos uma pequena historia elucidativa. há cerca de 6 anos estava eu a mostrar a cidade de Lisboa a um amigo meu oriundo da Suécia quando passámos ao acaso por Telheiras. A pergunta que me colocou foi: "como se chama esta área de Bairros Sociais?"

Acabou logo ali o tour ! Já nem o levei às saudosas Galinheiras. Fomos para
casa ver um vídeo. Era menos polémico.

Quem quizer pode enviar a sua opinião directamente para:

EPUL: info@epul.pt
Instituto do Consumidor: ic@ic.pt

Publicado por jgomes às agosto 14, 2003 06:26 PM

Comentários

Claro, os alemães perguntam-me o mesmo! As câmaras municipais odeiam espaços verdes, dá muito trabalho a manutenção, é dispendioso.


www.skyscrapercity.com
www.skyscraperpage.com

Publicado por: Marco Bruno às setembro 24, 2003 12:55 PM

Eu não sei é verdade o que estam para aqui a dizer, de qq maneira vou-me lá hoje inscrever! não tenho nada a perder!

Publicado por: Roland às novembro 8, 2003 10:11 AM

Foi com estupefação que lemos a apreciação de Telheiras pois em nada corresponde à realidade. Se formos a ver a quantidade de promotores imobiliários que fazem referência a "Telheiras/Lumiar" ...e o valor do metro quadrado e a quantidade de gente que quer morar em Telheiras ... Com risco de não sermos exaustivos, Telheiras, ou perto, dispõe de:
2 Jardins de Infância;
3 Escolas Primárias;
2 Escolas Secundárias;
1 Clube de Saúde com duas Piscinas;
1 Clube de Ténis;
1 Pista de Ciclismo;
Centros Médicos e Laboratórios de Análises;
2 Hipermercados;
1 Centro Empresarial;
Várias instituições bancárias;
Comércio intenso e diverso;
Servidão de Transportes Públicos (Autocarro e Metro);
Acesso fácil a todas as saídas de Lisboa;
1 Julgado de Paz;
1 Estádio de Futebol com equipamento diverso;
Locais de culto religioso (católico e hindu);
2 Hospitais (Força Aérea e Santa Maria);
A bem dizer não é necessário sair de Telheiras senão para ir trabalhar!
E quanto a espaços verdes, a Epul tem demonstrado imensa preocupação em gerar, manter e inovar os que temos;
E ... já nos esquecíamos ... Também tem um hospital psiquiátrico para pessoas frustradas que queriam viver em Telheiras e não conseguem

Publicado por: Telheiras às dezembro 19, 2003 10:59 PM

que exagero!
nao gosto de Telheiras, mas reconheço-lhe uma certa categoria!
o meu amigo vive onde?
Biarritz?
Cannes???
Mónaco?
Deve ser com toda a certeza...

Publicado por: Critico às maio 19, 2004 12:08 AM

Apenas digo q viver em telheiras é só para quem pensa que tem o rei na barriga, pois se soubessem que a construção na zona está a PAR ou PIOR que o da EPUL até fugiam de lá, as casas somente têm interiores de encher o olho, pois o resto, deixem vir um tremor um pouco mais forte e depois é só vê-los a seguir à procura de casa.

Publicado por: Apoio Crítico às maio 21, 2004 09:34 PM

Para o amigo Crítico: Para sua informação, participo que não conheço Biarritz, Cannes, nem mesmo o Mónaco. Falando normalmente, na altura em que foi necessário procurar casa, chegou-se à conclusão que Telheiras era o local mais prático para viver, em função de um agregado familiar numeroso como é o nosso. É claro que se pode melhorar sempre. Outras zonas de Lisboa poderiam ser mais atraentes mas faltava-lhes sempre qualquer coisa que nos fazia falta. Por isso, dizer que Telheiras é só betão, que exagero! Foi difícil encontrar um local com tudo o que fazia falta, precisamente no que toca a equipamentos, serviços, e tudo o que faz falta ao dia-a-dia. Quanto ás pessoas que por mais que se faça, nunca estão contentes, têm sempre Cannes, Biarritz e o Mónaco. E mesmo a Alemanha ...

Publicado por: Telheiras às maio 24, 2004 08:28 PM

O que faz de telheiras um lugar tão caro?
O que tem de especial, é ser tão caro?
Ou é caro por ser especial?
Lembro-me que este foi o bairro onde construí uma família,onde me senti verdadeiramente em casa, onde criei raízes, é claro que fico desapontada por não ter o jardim, por ter sido invadida por estradas e betão incaracterística e abusivamente.
Lembro-me que viver em telheiras, tão perto dos hospitais me permitiu ir para a maternidade em dois minutos quando fui mãe.
Hoje infelizmente já lá não vivo, porque financeiramente é incomportável. Mas o meu filho continua lá na escola, com os seus amigos a sua casa a as suas referências, é para lá que vou quando preciso de matar o tempo, ler na biblioteca e até mais recentemente à internet e ao teatro.Perguntem aos jovens estudantes que lá vão todos os dias.
Vou buscar o míudo à piscina, passo pela esplanada revejo amigos e vizinhos.Não durmo nem trabalho lá. Mas é lá que eu vivo, orgulhosa de se terem lembrado de um nome tão caro como o de Orlando Ribeiro, que sabia como qualquer geógrafo e viajante que, o espaço vivido é mais importante para o definirmos do que as funções e os equipamentos. A qualidade de vida é um valor um pouco subjectivo, só me apercebi disto, depois...
Perguntem aos idosos do centro de dia e às crianças... Se calhar é isso que telheiras tem, penso que são as oessoas que fazem dos bairros lugares melhores para se viver, tudo o resto são opções políticas discutíveis. Para mim telheiras é um local de encontro

Publicado por: Ana às setembro 8, 2004 12:42 PM

Ainda uma coisa...
Alguém sabe como funciona o "banco de tempo" que funciona em instalações cedidas pela câmara, penso que na biblioteca? Consiste numa rede de solidariedade em que as pessoas trocam tempo disponível que vai acumulando e que sua vez é gasto em pequenos favores mútuos e voluntários e gratuitos; uma iniciativa pouco divulgada que teve a sua origem em Itália. Informem-se, telheiras não é só betão.
Muito se deve à ART e a todos os que acreditam em colaborar para que todos ganhem...

Publicado por: Ana às setembro 8, 2004 12:48 PM

Se o amigo sueco do Sr JGomes viesse uns tempos ou mesmo definitivamente viver para Portugal iria tomar uma de 4 opções de residência:

1 Zona histórica nobre (Chiado ou Lapa), porque é fashion, mas não é prático, mas sem dúvida muito bonito... e caro, é claro.

2 Cascais ou arredores... opção se for rico, dadas as semelhanças com a riviera, mas se trabalhasse em Lisboa... 3 horas/dia em transportes


3 Telheiras, se quisesse um bairro de betão (é verdade), mas cheio de vida, com todas as comodidades, central, há, e agora já temos um jardim bem bonito por sinal. Telheiras é mais barato que qualquer das outras opções. Já agora a construção da Epul, se é verdade que tinha (já não) pouca qualidade e áreas pequenas, tem por outro lado são em termos de arquitectura (luzes, organização espacial) muito bons, melhores que na construção privada.

4 Expo, se quisesse um bairro como o de telheiras, com prédios em média 10 anos mais recentes, 50 porcento mais caros, mas (ainda e por algum tempo) sem infraestruturas adequadas (escolas, farmácias, desporto, etc)

Também digo que não conheço ninguém que, tendo morado no bairro, não tenha gostado, apesar de também não gostar de algumas coisas.

Aliás o problema maior de Telheiras não é o betão, é o trânsito de pessoas que lá NÃO moram.

Ah, e já agora, também existe de facto habitação social em Telheiras, que se calhar foi aliás o que o amigo sueco viu. Pessoalmente acho que fez mal não ir lá dentro mesmo, tomar um café numa esplanada (Rua prof Joao Barreira, ou ali na esplanada da quinta, ou mesmo nos jardins junto da praça central)

Fiquem bem e venham a telheiras divertiram-se e não apenas de passagem... ajudam a dar mais vida ao bairro

Publicado por: Pedro Al-Gures às setembro 16, 2004 05:23 PM

Viva,

Carissimos leitores, um eterno obrigado por me ajudarem a subir as estatisticas de visitantes a proposito desta entrada sobre Telheiras. Fi-la há mais de um ano, nao para criticar o bairro de Telheiras, ou os seus moradores (apesar de alguns serem um bocado arruaceiros como se vê pelos comentários acima) mas para evidenciar o que é minha opinião: A EPUL comprta-se como um simples promotor imobiliario, nao como uma empresa que gers dinheiros publicos com vista a uma melhor urbanizaçao de Lisboa. MAis nada.

Um ano depois, estou a viver no Porto, vou a lisboa alguns fins de semana e a Telheiras penso que há pelos menos 9 meses que lá não vou!

Agora os vossos comentarios acima, que apesar de tudo aprecio, intrigam-me! É que nao comentam o que escrevi: limitam-se a inferir que eu nao gosto de Telheiras ( é certo que nao compraria la casa), mas nao dizem nada sobre a EPUL. Caramba nao haverá um blogue, ou um site especifico sobre Telheiras?? Nao sei se há, mas caso nao exista aqui fica o desafio: Telheiras desperta paixoes que ninguem desconfia existirem!!

Posto isto, resta-me agradecer, nomeadamente aos comentarios inteligentes e simpaticos como os da Ana (sobre a questao do Banco de tempo nao possuo nenhuma informaçao! sorry), e exortar-vos a comentarem outras entradas do blogue vistas na paisagem!!

Obrigado!

Publicado por: Joao gomes às setembro 17, 2004 09:01 PM

Esclarece-se que a EPUL não gere dinheiros públicos. A sua existência é mantida pela sua actividade como promotor imobiliário. A designação "Empresa Pública" apenas surge porque a Câmara Municipal de Lisboa é o único accionista e o Conselho de Administração é, em consequência, constituído por nomeação, frequentemente pelo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Publicado por: ana gomes às outubro 10, 2004 08:54 PM